Uma noite bem protegida
Do vento e da chuva
À vontade no porto
Desfrutando do seu conforto,
A vela trocando alegremente
uma melodia abafada,
entre o mastro e o aparelhamento
O meu veleiro ancorado na melancolia
Sonhava com um toque
Que o traria de volta à vida.
Um pequeno suspiro, um simples gesto
Quem sabe? Talvez um bailado
De baleias ou cachalotes
Para mover o barco e fazê-lo balançar,
Apenas uma sensação,
Um espaço vazio simples
Para preencher o silêncio entre duas ondas.
Sedento de plenitude,
Rodeado de solidão
Nesta vida plena, todo calafetado
O porão transbordando,
O ar, condicionado
O leme mergulhando
No espaço reduzido
Até à espera indefinida;
Mas não, calma plana
Nada no horizonte
Além de um voo sintonizado
De pelicanos batendo
As asas num ritmo
Que eu batia com a ponta do pé.
Talvez esse seja o chamado,
O eco das profundezas
Respondendo em harmonia
A cada emoção do coração
Que emerge no profundo
Ou num piso
Eleva-se em crescendo
Nos nossos pensamentos
É aqui que a clave é encontrada
Em Sol ou em Fa.
Sem sequer ousar,
O som velado de uma flauta
Desperta do seu sono,
Uma musa das profundezas

Já chegou a hora de acordar,
São cinco da manhã
Chama um galo marinho
Existe um tal anfíbio?
Sim, claro, mas tens de ser
Suficientemente inteligente
E descobrir a pérola
Onde está escondida.
Depois, sem querer,
Ela mostra o seu poder,
E solta um som melodioso,
Um sopro milagroso,
Um vento alísio abençoado por Deus.
A flauta para de tocar.
Maravilhado com a sereia,
Enquanto esperava uma baleia aparecer,
O marinheiro, cambaleando e hesitante
Agarra-se ao mastro dançante
Com toda a força, como num bailado,
Colocado na hora errada.
E de repente, surpresa!
Um vento inesperado de popa
Vem inflar a vela,
O casco geme sob a suavidade da avaria.
E todas as juntas cantam uma sinfonia inefável.
O veleiro afasta-se e traça um rumo para a harmonia.
O marinheiro, longe de analisar esta brisa fortuita,
Este fôlego salvador pergunta-lhe então:
Diz lá, estás estranhamente inflado!
Mas não, toda a culpa minha,
Se é que houver, é por ter inflado a tua vela.
Agora, cabe-te a ti seguir a tua estrela.
Afinal, foste tu que me acordaste
com a tua flauta e o teu pé,
Não era isso que querias?
Vamos, marinheiro con tua vela cheia
Não deves revelar tudo,
Mas sobretudo não percas o espírito.
As tuas palavras, junta os teus passos
E pára de rir.
Pois, depois de te ter escutado e ouvido,
Fui um pouco atrevida… , ou seja.
Agora, cabe-te a ti agir
Poema composto e publicado, traduzido do original Francês. Janeiro 2026. Arte AI ChatGPT. Música por Suno AI.
COPYRIGHT NOTICE: © [2026] [Jean Louis Mondon] All Rights R
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